domingo, 27 de setembro de 2015

O predestinado - Resenha crítica


O PREDESTINADO

O filme “O Predestinado”, 2014, dos irmãos Michael Spierig e Peter Spierig, tem, no elenco principal, Ethan Hawke como um agente temporal e Sarah Snook, interpretando magnificamente dois papéis, de Jane e de John. A narrativa transita entre: o agente e sua última missão, às vésperas de sua aposentadoria, de capturar seu inimigo mais desafiador, o Detonador Sussurante, e treinar um novo agente para o seu lugar; bem como a história de Jane, criada em um orfanato, que, depois de um malfadado caso amoroso, descobre-se grávida e abandonada pelo pretenso namorado.
A complicação da história de Jane instaura-se depois do parto, com a notícia de que seu bebê, uma menina, é roubado da maternidade. Além disso, descobre que é hermafrodita e, em decorrência do nascimento de sua filha, precisa realizar várias cirurgias e assumir o gênero masculino. Passa a ser chamada de John.
Uma noite, a vida de John parece cruzar-se pela primeira vez com a do agente (Ethan Hawke), um homem capaz de fazer viagens no tempo, no intuito de modificar o curso da história para evitar catástrofes sociais. O agente convida John a acompanhá-lo em suas missões, dizendo-lhe que é imprescindível essa união, pois quer que o rapaz o suceda em seu papel de combatente do crime. Todo o enredo se desenvolve a partir desse evento, fazendo com que John depare-se com a outra de si mesmo, Jane, em diferentes momentos de seu passado.
O filme é aclamado por parte da crítica como sendo um sci-fi investigativo, empolgante, rico em entrigas e mistérios. Por outro lado, há os que o consideram com enredo muito confuso em suas idas e vinda no tempo, com saltos de 10, 15 e 20 anos.
Entretanto, é consenso que ele pode conduzir o espectador a refletir acerca da circularidade da vida, da sensação de déjá vu, aquela reação psicológica da transmissão de ideias de que já se esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas. Instiga também à discussão sobre as questões hedonistas do complexo de Narciso que se mesclam na nossa herança genética. Será que esta consolida nosso destino ou é apenas ilusão, será que realmente nos tornamos como nossos pais e não podemos fugir dessa sina, dessa predestinação?
“Às vezes, o passado é inevitável!” Essa é a premissa da história.

Tamara Caliandra Quadros
Acadêmica do Curso de Direito e membro do Projeto de Pesquisa Letramento Acadêmico/Científico: a leitura como prática reflexiva no contexto das Ciências Sociais Aplicadas – PROPLAC/FEMA
Márcia Adriana Dias Kraemer.
Prof.ª Dr.ª do Curso de Direito e Coordenadora do PROPLAC/FEMA

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